segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Chega ao Brasil o primeiro vinho que troca garrafa por Tetra Pak


O grupo chileno Concha Y Toro acaba de trazer para o Brasil o vinho Clos de Pirque.
A marca é a primeira no País que virá em uma embalagem Tetra Pak, como as caixas de leite, deixando a tradicional garrafa de vidro de lado.
Segundo a marca, a ideia é que o vinho seja mais prático de carregar e ser levado para espaços públicos, piqueniques e outros eventos.
Além disso, a caixa reciclável é de 1 litro, o que significa mais vinho (as garrafas trazem 750mL).
A caixa do vinho, um Cabernet Sauvignon, será vendida por 17 reais.
A marca aposta que o mercado brasileiro não irá estranhar a novidade. Na Argentina e no Chile, 50% dos vinhos de mesa vêm em caixas.
Por enquanto, o Clos de Pirque está sendo vendido em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.

sábado, 31 de outubro de 2015

O Vinho passa o Iogurte em padrões de Saúde !



Cientistas anunciaram a descoberta de uma bactéria probiótica saudável no vinho.

A boa notícia animou os amantes da bebida. A má notícia é que o processo de adição de sulfitos no vinho pode acabar com essas bactérias, o que significa que os produtores terão que isolar os probióticos antes de adicionarem os sulfitos ou que os apreciadores terão que se conformar em beber o vinho sem a adição desses componentes.

Pesquisadores espanhóis isolaram 11 bactérias diferentes do vinho, incluindo o Lactobacillus encontrado no iogurte e outros tipos usados no processo de fermentação das uvas.

“Até agora o que se pensava era que os laticínios traziam a melhor parte dos probióticos, e, por causa dessa certeza, o vinho não foi estudado nesse aspecto”, declarou Dolores Gonzáles, cientista da Universidade de Madrid. Entretanto, nos relatórios da pesquisa não foi esclarecido se os melhores probióticos são produzidos no vinho branco ou no vinho tinto.




Os probióticos são organismos vivos essenciais para a manutenção do funcionamento do sistema digestivo no corpo humano, e, além disso, podem conter propriedades que previnem o câncer e abaixem o nível de colesterol no sangue.

Em quantidades moderadas de consumo, o vinho não possui probióticos suficientes que façam a diferença no organismo. O que os pesquisadores sugerem com o estudo é que esses probióticos sejam extraídos da bebida e distribuídos separadamente.

Fonte Revista Adega

sexta-feira, 3 de julho de 2015

5 Brancos Potentes para saborear no inverno !


Se for de vinho branco que sua adega respira, fique tranquilo, pois não é por que esfriou que eles deixaram de te atender, acredite ou não muitos brancos combinam mais com o inverno do que você pode imaginar.

Com a chegada do inverno, as noites de queijos e vinhos ficam evidentemente como principal tema para reunir amigos e harmonizar queijos e vinhos, e como já falamos neste post de QUEIJOS & VINHOS, na maioria das vezes os queijos mais combinam mais é com vinhos brancos, se formos falar de alguns pratos perfeitos para inverno como, Fondue de Queijo também precisaremos de brancos, de Brandade de Bacalhau Branco bate firme, Moqueca de Peixe (cação ou Pintado), Leitão com a uva autóctone da Bairrada a Encruzado, e ainda que tal arriscar uma dobradinha com um branco potente encorpado e quente no álcool? Mas sem ser demasiado!

Vamos para a melhor parte, brancos untuosos, carnosos para esquentar seu inverno!


Casa Silva Quinta Generación


Valle de Colchagua, Chile
40% Sauvignon Gris, 40% Viognier e 20% Chardonnay
14% Teor alcoólico

 
Vinho muito intenso, elegante e expressivo com notas de frutas tropicais como marmelo, abacaxi, banana e um toque perfeitamente integrado com a baunilha sutis notas minerais

Na boca possuiequilíbrio perfeito entre a fruta e o carvalho francês. Cremoso, concentrado, complexo, com final agradável e persistente.



Envelhecimento:Chardonnay e o viognier foram envelhecidos em barris de carvalho francês novos durante 8 meses. O sauvignon gris por 1 mês.



Catena Zapata Chardonnay Alta

País:Argentina, Mendoza
Uva: Chardonnay 100%
Teor Alcoólico:14 %


Vinhedos: Adrianna, com altitude de 1480m. Colheita manual e rendimento limitado.

Vinificação: Fermentação em barricas de carvalho francês, com leveduras selecionadas e temperatura controlada por 20 dias.

Maturação: Maturado 11 meses em barricas de carv
alho francês, sendo 73% novas.


Um “single vineyard” que reflete características próprias da zona de grande altitude aonde se origina. Com dias ensolarados e cálidos, e noites frescas ao pé do “Cordóndel Plata”, as uvas de Chardonnay adquirem uma maturidade plena e bem balanceada. Sua cor é amarela intensa com reflexos esverdeados claros. Em nariz apresenta-se concentrado e intenso, com aromas a frutas cítricas e um toque mineral. Em boca, de entrada doce, untuoso, é um vinho fresco com sabores a frutas maduras, notas de baunilha e uma excelente acidez natural que lhe outorga um final prolongado, persistente e potente.


Jacob'S Creek Chardonnay

South EasternAustralia
Uva:Chardonnay
Teor Alcoólico:12,7%


  

Acompanhamento: Ideal para acompanhar queijos suaves e massas com molhos leves.

Amadurecimento:Considerável esforço é empregado para assegurar que cada vinhedo de Chardonnay seja colhido no momento exato para que seja feito o melhor vinho. Fermentação em baixa temperatura para manter o frescor e a acidez.


O vinho branco australiano Jacob'sCreekChardonnay foi criado na região de Barrossa Valley por Jacob'sCreek, este vinho é o queridinho do mercado americano, afinal por lá aprecia se muito as características de madeira e cremosidade em brancos. Produzido com uvas do tipo Chardonnay, possui aroma refrescante com nectarina, melão e cítricos. Já o paladar é equilibrado e fino com uma textura suave e cremosa.
Pêra Manca Branco

Teor alcoólico: 13,5%
Castas: Antão Vaz, Arinto


 
Vinho bastante harmônico, acidez perfeita para escoltar um vinho bem atípico em corpo para brancos, levemente mineral, mas com aquela cara de fermentação em barrica, com mais peso do que muitos sul-americanos, perfeito para bacalhau ao forno !


Uma parte do lote fermenta em depósito de aço inox, fermentando a outra parte em barricas de carvalho francês, à temperatura controlada de 16°C. Disponível em caixas de madeira com 3 garrafas.


Emiliana Signos de Origen La Vinilla

Região Valle de Casablanca
Uvas Chardonnay, Roussanne, Viognier e Marsanne
Teor Alcoólico 15%
Maturação 6 meses em barricas de carvalho francês.




“O Signos de Origen La Vinilla traz um blend de 68% de Chardonnay, 13% de Roussanne, 12% de Viognier e 7% de Marsanne. Colhidas no frio Vale de Casablanca, as uvas vêm de vinhedos plantados em solos de argila em 1993 chamados ‘La Vinilla’. Tem aromas de pêssego, flores, cera e maçã, e um paladar de personalidade com acidez pungente”.



Boca Bem estruturado com acidez pungente.

Harmonização Frutos do mar ou aperitivos leves.




Boa degustação e Saúde !

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Serras da Xxila da casta Muzondo Menga Ixi, o primeiro vinho Angolano.



O Serras da Xxila, oriundo da casta angolana Muzondo Menga Ixi, do Cuanza Sul, é produzido e engarrafado no Rancho de Santa Maria. Com a marca “Feito em Angola”, este é um vinho de 2013, com uma acidez de 4.19 e com um teor alcoólico de 15%.

“Fez o seu estágio em barrica de carvalho francês e americano durante um ano e é frutado com notas de framboesa, amoras e especiarias”, explica a marca de vinho.


Está, ainda, previsto o lançamento de um vinho tinto de reserva 2013, em estágio há três anos, produzido a partir das castas europeias Touriga Nacional, Malvechet, Alicante Bouchet, Pinot Noir e Cabernet Saquvignon.

O Rancho de Santa Maria está já a produzir outros produtos vinícolas, como um vinho branco de 2014, aguardentes e licores, mas, prevê-se, também, a plantação de oliveiras para a produção de azeite.

Vamos aguardando por enquanto, pois está sem previsão a importação para o Brasil.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Pizza e Vinho um Casamento de Sucesso !


Os populares veículos de informação no Brasil brandão que tudo aqui acaba em pizza mesmo, principalmente no Senado, mas melhor mesmo que acabasse em Pizza e vinho, mas não pra eles e nem com nosso dinheiro, pois se não o estariam tomando grandes Châteaux com Pizza de Lagosta, Rs !

Pizza e vinho é com certeza a melhor compatibilização, pois vinho é digestivo e não traz a sensação de estufar que a cervejinha traz, outra verdade é que vinho local sem duvida é ainda mais fácil de acertar, assim como espaguete bolonhesa está para Chianti, Leitão da Bairrada com Tinto de Baga, Jerez com Jamón Serrano e ai por diante, a comida local combina demais com vinhos regionais, isto é a história consolidada da gastronomia, mas assim como os vinhos se modernizaram as Pizzas também e muito, sabores fundidos, pizzas gourmet's e as doces.


Certo dia li um artigo de algumas indicações de vinhos para pizza, um tanto quanto refinadas demais, não é que pizza não mereça um bom vinho, pelo contrario merece a pizza e a companhia, mas creio que podemos colocar vinhos que se deem bem e não sejam caro$,

Vamos descomplicar !?!?!



PIZZAS SALGADAS:


  • Mozzarella e Margherita 
Vai bem com tintos jovens (com pouca ou nenhuma passagem por carvalho), leves a médio corpo e com boa acidez, ótimos para escoltar a gordura do queijo e não perder para a  acidez do tomate. Harmonização: Chianti Classico, Sangiovese, Syrah Chileno ou Pinot Noir Premium.
  • Portuguesa
Esta está entre as mais difíceis de combinar, pois agrega muitos ingredientes diferentes e um inimigo do vinho o ovo, mas não desanime, coloque um vinho vivo de acidez media a mais e médio corpo, um Merlot Chileno vai bem, assim como um Montepulcciano sem madeira ou um Pinot Ultra Premium ficaria belo !
  • Calabresa e Toscana 
Os vinhos mais indicados para acompanhar essas pizzas são os que possuem taninos, perfeitos para ir de encontro à gordura  da linguiça. Este tanino  pode ser na já bem conhecida Cabernet Sauvignon, Tannat e alguns vinhos que tem passagem por barricas, mas também arriscaria com um Chianti moderno, destes que se enriquecem de uvas francesas, um Chianti com Sangiovese e Merlot seria bacana e que tal Brasilizar com um bom Tannat da Campanha Gaúcha, eles possuem os taninos firmes mas já podem ser apreciados mais cedo que os duros uruguaios.
  • Frango com Catupiry
Catupiry Oh delicia né ?, mas está combinação ficaria melhor no Verão, com um belo Espumante Rose Brut, pois a acidez do espumante limpa e convida ao próximo pedaço, mas se quiser ir de Tinto, pode ser Pinot Noir de Casa Blanca, Neozelandês ou Um Cru de Beaujolais.
  • Abobrinha
Vegetais, gosto muito de harmonizá-los com Carménère, mas neste caso não vai rolar, precisaremos de Branco, e para realçar e acompanhar a abobrinha um delicioso Sauvignon Blanc, tropical e levemente mineral, que tal um da Patagônia Argentina ou Neozelandês, quer ir de tinto então procure Abobrinha com Carne Seca, a combinação é show e abre leque para Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon Chileno e Super Toscano se quiser deixar mais refinada sua Pizza & Vinho.
  • Rúcula com Tomate Seco
Agora temos o contraste do amargor da rúcula com a agridoce do tomate seco, nada melhor que uma boa acidez de um bom espumante Brut Rosé, ou acredite ou não um bom (falei bom, existe) Lambrusco Seco, não estou falando daquelas bebidinhas doces servidas em casamentos e coquetéis mal informados !
  • Atum
Para as Pizzas de Atum, não consigo ver abbinamento (harmonização) melhor de que um bom Pinot Noir ou Beaujolais.
  • Palmito
Palmito, está pizza vais muito bem com Pinot Grigios bons, Chardonnays Tropicais, mas arriscaria também com espumante Brut Champenoise e Pinot Noir no caso de bater o pé pelo tinto.


  • Baiana
Baiana é com com certeza uma de minhas preferidas, o Principio para está harmonização é a falsa doçura, causada pelos Cabernet's Chilenos, Carménères macios e por que não os Primitivos italianos, estes vão acalmar a picância e dar espaço para todo sabor da pizza e vinho.


PIZZAS DOCES:





  • Pizza de Banana
Pizza de banana combina com vinhos aromáticos, persistentes e florais, Um vinho de Sobremesa de Sauvignon blanc ou Riesling.
  • Chocolate
Essa pizza pede um tinto de sobremesa, talvez um  colheita tardia de Pinot Noir, mas eu no frio iria de Porto Ruby ou Vintage.


Obs: agora que você já viu os princípios das harmonizações, gordura com acidez, picância e doçura, vegetais com vinhos brancos, Atum e Vinhos Tintos leves....., é só coloca los à prova e deixar a imaginação fluir, não precisa ser caro, precisa ser vinho !

Saúde e Boa Pizza & Vinho!!!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Luís Pato e Fernão Pires Tinto, sim ele existe Tinto de Uva Branca !


Quem já foi há algumas feiras de vinhos, possivelmente já se deparou com este simpático senhor, assim como seus vizinhos enólogos Paulo Laureano, Alves de Souza o Sr Luís Pato "Pires" leva algumas Pets cheias de novidades para atiçar as papilas dos sedentos por novidades no mundo do vinho, mas poucos conseguem provar as raras pets. E é assim com este espirito moderno, jovem e atemporal que este homem domador da casta Baga, engarrafador de vinho tinto natural, de vinho de Pé Franco, adepto da Srewcap, do aço inox e muitas outras façanhas, Fez o Primeiro Vinho Branco feito com Uva  Tinta, isso mesmo você não está louco e nem eu, a noticia não é nova, mas no Brasil o vinho só chegou a pouco, mas como é possível isso a final branco de uvas tintas é possível, é só remover a pele das uvas onde contem a cor, e usar seu interior que é branco, tcharan branco de uva tinta !








Como foi Possível ?

Fonte Mistral Importadora

Fernão Pires é uma popular uva branca portuguesa, mas este vinho é tinto. A mágica pilotada pelo criativo Luís Pato, que não costuma se ater ao óbvio e dedica seu tempo a talhar vinhos deliciosamente diferentes, além dos já consagrados clássicos, é simples o enólogo adicionou ao mosto de uvas brancas 6% de cascas da uva tinta Baga. Fermentado em lagares de plástico durante 10 dias, este é um tinto leve, aromático e saboroso, perfeito para escoltar peixes, carnes brancas e queijos magros.


 
Detalhe do rótulo
Ok, agora vamos para o lado sentimental desta história, este vinho foi confeccionado para festejar o nascimento de Seu Neto nascido em 2011, Fernão Pires batizado pela mãe, que com este nome atiçou o lado criativo do avô Pato, que usou a uva branca de nome Fernão Pires e 6% das cascas da uva que ele sabe bem o que fazer e num trocadilho de nomes criou com seu Sobrenome Pires, o Fernão Pires Tinto, Irreverências de Luis Pato que sempre vale a pena provar.

Quem degustou ou degustar, deixe um comentário, grande abraço e Saúde !


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Surpreenda-se com a inusitada Veuve Clicquot Rich, taça grande, legumes e gelo !



A reputada casa de Champagne em Reims Veuve Clicquot, lançou para delírio dos mestres da coquetelaria, o mais novo champagne de seu portfólio, o Veuve Clicquot Rich de denominação que remete ao Chandon Riche do Brasil, mas com mais açucar e glamour, este é um demi séc com 60 gramas de açúcar residuais, um produto perfeito para uso em drink's, vale lembrar que está classificação quer dizer em bom tom "RICO", pois nos tempo de Madame Clicquot e Napoleão, os champagnes eram muito doces ou ricos, nós entramos no inverno mas o próximo verão promete, se o produto tiver a aceitação e despertar a curiosidade do consumidor assim como a Moët & Chandon Ice Imperial, teremos muitos adeptos do produto e drinks exóticos !







Segundo Dominique Demarville, chef de cave da Maison:


“açúcar no champagne é como especiarias em uma receita, que quando usados corretamente podem trazer à tona aromas específicos e brincar com o paladar”

O assemblage do Rich é: Pinot Noir 45% / Pinot Meunier 40% / Chardonnay 15% / Dosagem: Doux 60g/l.





Apenas 11 mercados mundiais receberão o produto, e o Brasil é um deles! Você encontra o Veuve Clicquot Rich em bares e pontos de vendas exclusivos.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Feijoada e Vinho, arrisque se é possível !


"O assunto é polêmico ", é o que mais se escuta quando se fala em harmonizar Vinho & Feijoada, mas vamos ser mais positivos, o casamento é possível por mais difícil que pareça há sim pontos fortes a favor do vinho, a feijoada num todo contem  frituras, gorduras, carnes defumadas, carnes secas e o feijão, uma mistureba que diga se de passagem fica espetacular, para estes ingredientes precisaremos de algo acído para domar a gordura do prato, algo complexo e talvez frutado para as carnes defumadas e secas e corpo para escoltar bem o conjunto. 

 
A principio houve se dizer que feijoada com um champagne Rose brut vai bem, prefiro ser mais pé no chão e colocar um dos nosso belos e bem feitos espumantes nacionais, pois se algo der errado o investimento foi menor, mas acredito muito em algo como o Chandon Rosé Brut, de acidez aguda e corpo, mas já tive a oportunidade de colocar um Tannat não maduro o Bouza Sín Barrica, jovem ainda com certa rusticidade, taninos médios e boa acidez, foi a melhor compatibilização, só quem perdeu foi a couve, outras opções de harmonização dão certo também, vale lembrar que tem que ser tinto.
Um Rhonê pode ser o grande elo entre os defumados e aquele marcante e fresco tom fumaçado dos vinhos deste Terroir, o grande Sommelier italiano Enrico Bernardo, indica um Syrah do Rhône sob várias apelações: Saint-Joseph, Crozes-Hermitage e Côte-Rôtie. Particularmente, esta última, muito sofisticada para o prato, já nosso Sommelier Bi Campeão Brasileiro Guilherme Corrêa, costuma indicar um vigoroso Bairrada, vinho elaborado próximo a Coimbra com a indomável uva tinta denominada Baga.



Pensando nisso, a Wine With Spirit, uma jovem vinícola de Portugal, que produz vinhos em outros países também, a fórmula é composta de castas típicas do Alentejo: 75% de Castelão, 13% de Trincadeira e 12% de Aragonez, e traz até a receita no rótulo, indicando que o vinho combina com "amigos a gosto, samba e futebol". 

Curiosidades
A feijoada é um prato que consiste num guisado de feijão com carne, normalmente acompanhado com arroz. É um prato com origem no Norte de Portugal, e que hoje em dia constitui um dos pratos mais típicos da cozinha brasileira. Em Portugal, cozinha-se com feijão branco no noroeste (Minho e Douro Litoral) ou feijão vermelho no nordeste (Trás-os-Montes), e geralmente inclui também outros vegetais (tomate, cenouras ou couve) juntamente com a carne de porco ou de vaca, às quais se podem juntar chouriço, morcela ou farinheira.


Agora que você já sabe quais são as possíveis harmonizações vá pra cima das panelas, compre seu vinho e boa sorte, saia da zona de conforto ou fique ai harmonizando com uma caipirinha antes e uma cama depois !

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O Vinho e suas Calorias !



Pode parecer coisa de aficionado, mas para os fitness calorias importa e muito. Entre os líquidos, o menos calórico é a água, com 0 kcal (quilocaloria), e, entre os sólidos, o mérito é do pepino, com 10 kcal a cada 100 gramas, mas pera aí você alguma vez já se perguntou ou se importou em quantas calorias tem seu vinho preferido ?!!!
Quando regamos nossa taça é difícil passar em nossa cabeça esta duvida, vinho é calórico, atrapalha na dieta ou engorda ?
   

Depende muito das técnicas de vinificação e variedades de leveduras, açucares residuais....blá, blá, blá, mas basicamente 20 calorias a cada 30 ml, logo uma taça de tem aproximadamente 100 calorias. E tudo, sem colesterol, sódio ou gordura. Obviamente, trata-se de um valor médio, pois o valor calórico de um vinho vai variar de acordo com sua composição de açúcar, leveza, teor alcoólico, entre outras características.
Pois bem bem, que fique aqui explicado que o verdadeiro vilão das calorias é o álcool e não as taxas de açucares residuais do vinho, o álcool possui 2 x mais carboidratos do que o açúcar, mas lembre se o vinho é umas das bebidas menos calóricas ao se compara à vodca e ao Chopinho !

   

Espumantes
Valores aproximados:

- Brut: 95 calorias
- Demi-sec: 110 calorias
- Moscatel: 137 calorias


Vinho branco leve
- Com menos de 10 g/L de açúcar residual
- Teor alcoólico de 8% a 10%
- Valor aproximado: 95 a 139 calorias


Vinho seco (tinto ou branco)
- Teor alcoólico de 12% a 14%
- Valor médio: 107 calorias

Vinhos mais alcoólicos

- Teor alcoólico de 13,5 % a 16 %
- Valor aproximado: 187 a 219 calorias

Vinhos de sobremesa
- Exemplo: Vinho do Porto ou Madeira
- Teor alcoólico de 16 % a 20 %
- Valor aproximado de calorias: 220 a 260 calorias

Obs: todos estes valores de calorias citados são aproximados e não devem ser usados como referência para dietas e outros controles alimentares.



Só para finalizarmos, vinho é saúde e fica aquele conselho que ouvimos a vida toda de nossas mães, "Tudo em excesso é ruim e o segredo é a moderação, saúde amigos "


Fontes de consulta: dietaesaude.org - boaforma.uol.com.br - mdemulher.abril.com.br

Apresentando e degustando Aglianico del Vulture !


Aglianico renasce na Campânia depois de muito tempo esquecida, ela esta com força total na parte quente do Pais onde faz vinhos localmente conhecidos também por Barolos do Sul. Aglianico é uma uva especial. Há quem aponte características semelhantes às da Pinot Noir e da Nebiollo, as rainhas da Borgonha e do Piemonte, delicadas e geniosas, poucos afeitas a viagens. Entrega vinhos potentes e Encorpados (densos), mas macios, com elevada acidez, taninos presentes e aromas de frutas negras, chocolate, balsamicos e defumados. Como cresce em solos vulcânicos, desenvolve agradáveis notas minerais (Carvão). Quando jovem geralmente é um vinho rustico, a não ser este que vamos citar abaixo. Não se deve abrir uma boa garrafa com menos de cinco anos (a não ser os IGT). Aos poucos, os taninos se aveludam, as frutas vão ganhando aromas mais para frutas em compotas e a Aglianico mostra por que está conquistando seu espaço nas adegas alheias.

Plínio não cansava de escrever sobre os seus predicados e registrou que este vinho foi servido num banquete no ano de 121 a.C. promovido por Júlio Cesar para celebrar a recente conquista da Espanha. Poetas, como Catulo (ou Cattullus), reverenciaram o Falernum em versos. Era o vinho dos nobres. Agora a Aglianico tá por cima da carne-seca, quer dizer, da bresaola, novamente.




Piano del Cerro Aglianico del Vulture DOC Riserva 2006

 
Um belo exemplar desta uva, um vinho servido entre muitos que chamou a atenção, com sua cor negra brilhante, exibe lagrimas que se agarram a taça, entregando aromas de frutas escuras em compota, especiarias doces (cravo e canela) e um mineral incrível para um tinto (carvão), em um conjunto nada enjoativo, muito bem contrastado com sua acidez fina e taninos bem resolvidos, percebe se algum açúcar residual mas aquela zest, uma leve pincelada, servimos com um Penne e um tornedor de Mignon na Mostarda, o vinho levou a melhor sem duvida, talvez numa próxima arriscaria uma paleta de cordeiro com redução de vinho do porto, e ai ficou com vontade de provar ?, este vinho é da Porto a Porto, procure uma loja representante e não deixe de conhecer mais uma uva autóctone de grande destaque, Saúde !

domingo, 14 de junho de 2015

Desvendando o limite entre Safra, natureza e a tecnologia, até onde a safra importa ?!

Chega ser engraçado quando entra um cliente na loja ou pede a garrafa da mão do Sommelier no restaurante e  literalmente abusa da garrafa, introduz o dedo no fundo da mesma e solta a frase " Este vinho não presta a garrafa tem o fundo reto ou raso demais ",  ou então tem aquela frase formada " Vinho Francês abaixo de 100 reais nem compre", com o aumento perante o dólar a frase deve passar pra 150,00 talvez, o que estou querendo dizer é que hoje vivemos um momento da viticultura que podemos escolher vinhos sem sempre termos que nos amarrar a esta lenda e a talvez mais antiga a Safra !
Entretanto, como muitas outras “verdades” que as pessoas compartilham por aí sobre vinho, a realidade não é bem essa, e a importância da safra não é absoluta em qualquer caso, tanto que muitos restaurantes não mencionam a safra na carta.

Mas antes de falarmos de safras, vamos parar para entender seu valor e influência ano apos ano !

Você comprou o Alamos Malbec 2010 estava cheio de frutas negras e especiarias doces, ai você comprou o 2013 e estava mais leve menos alcoólico e com fruta mais retraída, ótimo temos o mesmo vinho com a expressão de cada ano, porém os dois tem suas qualidades e marca do Terroir de origem, talvez o mais potente e mais alcoólico durará um pouco mais na adega, mas ambos são vinhos jovens e logo devem ser bebidos jovens, as condições climáticas que mais afetam a qualidade das uvas são o excesso de chuvas ou temperaturas muito baixas. Enquanto a primeira deixa a polpa da uva muito diluída, a segunda não permite que a fruta mature perfeitamente. Quando o assunto é clima, qualquer extremo é um problema!

Aqui a Safra importa !

Estar sempre por dentro das noticias de suas vinícolas preferidas pode lhe trazer a resposta de uma mudança brusca no vinho. Mudanças no modo de confecção do vinho, técnicas diferentes, mudança de Enólogo ou de produtor responsável...qualquer mudança no processo de produção pode resultar em variações nas características e qualidade do seu vinho preferido.

Hoje o que nos da mais tranquilidade entre safras ruis ou impactos de desastres naturais, é que podemos contar fortemente com a TECNOLOGIA. A Natureza não foi totalmente domada e talvez nem será, porén em harmonia com ela e a tecnologia podemos obter vinhos corretos mesmo em anos ruins, produtores hoje contam com know-how para compensar alguns dos efeitos que o clima ruim pode causar num vinhedo. Por isso, inclusive, que muitas especialistas afirmam que o produtor é muito mais importante do que a safra, pois um bom Winemaker pode fazer toda a diferença na qualidade final do vinho, mesmo que o ciclo da videira não tenha sido o esperado. Salvo, claro, casos radicais.

Onde a safra realmente importa?

Não é uma pergunta fácil de se responder, mas é totalmente aplicável a regiões onde o clima oscila muito o ano todo, e como não Falar de França e seu Terroir da colcha de retalhos, mas assim também são seus microclimas, cheios de precipitações e oscilações de temperaturas, mas dali provem os mais valiosos vinhos do mundo, e olha que lá o produtor não se pode mexer muito com a natureza, pois dependo da tecnologia usada ou manipulação de vinhedo pode vir a perde o selo DOC

Outras regiões, como Rhône e Piemonte, também apresentam algumas condições extremas de clima, mas as vinícolas geralmente têm um pouco mais de controle sobre a própria produção sem que a legislação interfira tanto.

Em contrapartida, as vinícolas de Napa, nos Estados Unidos, e até do Sul brasileiro costumam gozar de um clima estável e mais favorável aos vinhedos. Por conta dessa estabilidade, a safra desses vinhos acabam importando menos, pois as mudanças são menos aparentes a cada ano, a exceção de safras excepcionais.

Onde a Safra menos importa !

Vinhos Populares, baratos demais,linha de supermercado..... com processo de produção em escala e industrial, tendem a apresentar pouca ou quase nenhuma variação entre uma safra e outra. O processo dificilmente muda de um ano para o outro e os produtores utilizam de artifícios que compensam alguns problemas que podem ter sido causados durante o ciclo da videira, como adicionar água para diluir uvas maduras demais, acidificar ou acrescentar açúcar para prolongar a fermentação.

Já os espumantes e vinhos do Porto costumam seguir diretrizes próprias na hora de destacar a safra. Geralmente esses vinhos não são safrados, a não ser em casos de uma colheita muito especial e de alta qualidade. Quando um produtor faz questão de colocar a safra nesses vinhos, é porque ele caracterizou como um ano digno de exposição no rotulo.

Depende mais do seu nível de conhecimento ou intenção.

A intenção é guarda, perfeito busque saber se a safra foi propicia para guarda, a intenção é bebr vinhos pontuados, acompanhe os guias que disponibilização o que o critico diz sobre a safra e pontuação pessoal dele, É claro que enólogos ou entusiastas, que estudam as regiões, os vinhos, tomam notas, etc, vão se importar mais em entender bem as diferenças e comparar cada ano. Além disso, como falamos, ter pelo menos uma noção do histórico da qualidade de safras de regiões complicadas pode ajudar a não pagar caro por vinhos bons querendo se aproveitar de sua denominação de origem e se passar por excepcional.

Agora, se você faz parte da maioria de enófilos que só quer degustar o vinho com uma refeição ou enquanto relaxa no sofá com uma boa companhia, a safra não precisa ser um motivo de preocupação. As diferenças para vinhos do do dia a dia não são significativas e o consumidor em geral não está preocupado ou até consegue notar as mudanças se não tiver duas ou mais safras ao mesmo tempo para comparar.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Diferentes formas de abrir uma garrafa !

Muitos tipos de abertura de garrafas vão salvar seu dia, mas tome cuidado com as ideias de abertura de garrafas para vinhos, pois algumas delas dependendo do vinho irá ofender o vinho e se tiver borra ou sedimentos, ficará péssimo para degustar, da demais assista e curta é bem bacana as ideias !





















quinta-feira, 4 de junho de 2015

Degustando, Château de Campuget em Costieres de Nimes.


Château de Campuget em Costieres de Nimes é uma bela propriedade de vinhos que remonta a 1640. O solo é típico para a região, com muitas pedras que forçam raízes para encontrar águas profundas nas camadas mais baixas de argila, contribuindo assim para o caráter levemente mineral. A propriedade é gerida por Jean-Lin Dalle, assistido pelo seu filho Franck-Lin, em homenagem a um dos heróis de Jean-Lin, Benjamin Franklin. Château de Campuget que pertenceu à família Dalle desde 1941, produz vinhos AOC Costieres de Nimes.

Este vinho tem uma particularidade que o deixa um tanto quanto moderninho perante a outros Rhônes, solta bastante framboesa e frutos pequenos vermelhos, não trabalhando tanto o lado defumado dos vinhos desta AOC, uma deliciosa opção do gênero, colocamos em nossa Enomatic ( maquina de degustação de vinhos) e dentre os 4 rótulos ali foi muito bem aceito e adquirido !
Château de Campuget são produzidos por respeitando a tradição enquanto utilizando as mais modernas técnicas enológicas. Embora equipados com tanques de aço inoxidável e ferramentas modernas, os vinhos são confeccionados e amadurecidos de forma tradicional leve passagem em barricas francesas, e a qualidade é rigorosamente controlada desde a vinha até a garrafa. Principais uvas nesta garrafa são: Syrah e Grenache Noir.


Na taça !
É um vinho de cor vermelho-granada com uma tonalidade violácea. Seu aroma de fruta madura é dominado por groselhas e framboesas, sublinhadas com notas de especiarias e pimenta seca. Na boca, é redondinho e harmonioso com longos taninos suaves. É muito agradável quando jovem e vai envelhecer muito bem para cinco ou seis anos.

Em Londrina você encontra na Século Bebidas, preço médio 79,00. Tel 43-33210036

Veuve Clicquot Scream Your Love, surpreenda seu amor !



EUUU TEEE AMOOOOO, agora imagine dar está declaração de amor em um megafone da famosa casa de Champagne Veuve Clicquot, e mais o megafone ainda vira uma chique champanheira, está ideia não poderia ser de outra equipe de marketing, pois a Clicquot surpreendeu e muito nos últimos anos com seus kit's e embalagens desejáveis.

Afinal o que pode ser mais romântico do que brindar a dois com um Champagne Rosé, só tome cuidado pra não ser tarjado de maluco, imagine se com isso você resolve pedir a moça em casamento dentro do restaurante ! 

O começo

Há alguns anos o Japão criou a poderosa campanha “Scream Your Love”, a qual homens que tinham dificuldades em expressar seus sentimentos às esposas receberam um palco e um megafone para anunciar seu amor em voz alta. A ação ganhou grandes proporções e tornou-se tradição anual no país. Veuve Clicquot aderiu imediatamente ao conceito de aclamações afetuosas e criou acessórios personalizados que permitissem as expressões de amor, sempre ligadas à degustação de um grande champagne rosé.




Preço sugerido:

Scream Your Love com garrafa de V. Clicquot Rosé: R$ 435,00
Scream Your Love com garrafa de V. Clicquot Rosé e 2 taças: R$ 540,00
SAC LVMH: (11) 3062.8388

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Orange Wine, Amarelos, Laranja, Vin Jaune.....e ai conhece !? já provou ?

Após uma Sofrida introdução de Rosés de má qualidade, muitos na época misturas de brancos e tintos, o Brasil enfim se delicia com roses frescos bem feitos, roses gastronômicos e com grande variedade de produtores sérios, assim também foi com os vinhos Verdes, a 10-15 anos contávamos apenas com simples produtores, alguns ainda levemente doces e de baixo grau alcoólico, o que também era sua marca registrada, hoje contamos com a excelência em vinhos da região do Minho que enche os olhos e taças com verdes, simples, frescos, minerais e alguns de guarda !
Tá mas já ouviu falar em Vinho Laranja ? Ah Não !!!
Então role o mouse pra baixo e puxe uma taça !


Orange Wine, Amarelos, Laranja, Vin Jaune.....
Um Branco que se degustado em taça negra, pode se confundir com tinto facilmente, Para fazer vinhos brancos, as uvas são prensadas e os sólidos são separados do mosto, para não passar peso ao vinho (estrutura) deixando o fresco, leve e com cor mais clara. Já os laranjas são os vinhos brancos produzidos à moda de tintos, com maceração pelicular, ou seja estes vinhos ficam com a casca, sementes e podem serem macerados assim por dias, adquirindo peso cor alaranjada, textura gorda e até mesmo taninos.

Muitos destes exemplares resgatam a mais antiga formula de o faze-los a mais de 5 mil anos, fermentados em ânforas de terracota (Barro) e muitos enterrados em solo para pós oxidação e riqueza de complexibilidade. Recentemente resgatados  pelos italianos e pelos eslovenos e hoje vem sendo feitos alguns exemplares intrigantes pelo mundo todo inclusive no Brasil.
Modismo ou não, os vinhos oferecem uma riqueza de virtudes.

Vinhos Laranjas são, na maior parte vinhos Naturais, com menor intervenção possível do homem, são muito complexos e alguns melhoram muito com decantação, ou ainda bebe-los um dia depois de abertos.


Gravner a tradição em ânfora.
Talvez a pessoa mais responsável pela reintrodução de vinhos laranja seja friulano Josko Gravner, que, uma vez produtor de vinhos brancos fáceis de beber, se desiludiu com as práticas tecnológicas que grassam em vinificação moderna.
No final dos anos 90, Gravner investiu em um qvevri, um vaso de barro tradicional georgiano. Ele enterrou-o e emulou técnicas antigas, fermentando e macerando vinhos brancos com pele. Os resultados foram temperados com mel e sabores de frutas secas.
Em menos de uma década, os vinhos do Gravner se tornaram onipresentes em restaurantes e Wine Bares.

Perspectiva de um Sommelier
"Quanto mais você os tratar como um Barolo, melhor estes vinhos são", Para maximizar os seus encantos, o melhor é servir estes vinhos a temperatura de 15 º graus, de preferência após decantação, para permitir que seus aromas e estrutura abram.

O Laranja Brasileiro

Uva Peverella
A Peverella foi a primeira variedade branca vitis vinífera a desembarcar no Brasil junto com os imigrantes italianos, no final do século XIX. Foi a primeira vinífera a ser introduzida no Rio Grande do Sul, no início do século XX, por João Dreher Filho. Sua difusão na Serra Gaúcha ocorreu a partir da década de 20, estimulada principalmente pela empresa Dreher. Nos anos 40, era a principal variedade vinífera branca cultivada no Estado, mantendo-se em posição de destaque nesse grupo até meados dos anos 70, onde foi praticamente extinta com a chegada ao Brasil de outras variedades viníferas impulsionadas pela força do marketing dos vinhos do Novo Mundo.

 A Era dos Ventos
Tudo começou com a iniciativa do enólogo Álvaro Escher em resgatar uma variedade esquecida, a Peverella, ideia que segue em frente com uma parceria do produtor com Luís Henrique Zanini e Pedro Hermeto. O nome vem de “pevero”, dialeto vêneto para “pimenta”.
 Hoje, a cepa está praticamente extinta na própria Itália, e no Brasil restam poucos vinhedos, de 50 até mais de 70 anos, concentrados na região de Bento Gonçalves. É dessas vinhas velhas, uma autêntica produção de garagem, que renasceu a Peverella. "Era dos Ventos"  passa a contar com a contribuição de Pedro Hermeto, do restaurante Aprazível (RJ) para a promoção e venda dos vinhos, diga-se de passagem, de pequeníssima produção (entre 500 e 800 garrafas, em média).

Era dos Ventos Peverella 2010
Bento Gonçalves, Brasil.

Este vinho é uma verdadeira raridade. Feito de uma uva extinto no pais de origem, a Itália, a Peverella agora apenas se destaca no Sul do Brasil. Difícil de produzir e ainda mais difícil de encontrar, pois foram feitos apenas 800 garrafas deste vinho e já se destaca nas cartas dos restaurantes Aprazível e Viera Souto, da famosa chefe de cozinha carioca a Roberta Sudbrack.

Um toque tipicamente picante ao paladar faz jus ao nome desta uva, pois Peverella significa “pimenta". De cor dourada encantadora, é fruto de uma elaboração com mínima intervenção e longo tempo de maceração da uva com a casca, sem conservantes ou leveduras enológicas, e sem filtragem. Talvez a melhor expressão desta uva que existe hoje. Pura Peverella!

Com um pouco mais de tempo, vai revelando aromas cítricos, toques minerais e florais e, claro, a típica pimenta. Rico, amarelado, untuoso, uma verdadeira experiência única. 

Gradação alcoólica: 11,5%

By, Sonoma.

DEPOIMENTOS
"Isso é vinho de verdade, vinho de terroir, não parece com nada que eu tenha provado da América do Sul."
Jean Marc Roulot, da renomada vinícola Guy Roulot da Borgonha

terça-feira, 2 de junho de 2015

A Potente Malbec Argentina e a Elegante Malbec Chilena, conheça suas particularidades !

Afincamento, birra, capricho, caturrice, cisma, obcecação, obstinação, perrice, pertinácia, relutância, renitência, resistência, teima, teimosice e turra!, podem ser alguns dos sintomas para não mudar os vinhos de sua adega, como já falei diversas vezes a Argentina não é só Malbec, existem maravilhosos Shiraz potentes em Tupungato, Deliciosos Pinot's e Sauvignon's Blanc na Patagônia, Tannat's complexos e maduros em Salta e a deliciosa e descontraída Bonarda em Mendoza, mas ai digamos que você topou provar tudo isso, bacana !, agora pense !, em render se a um Malbec Chileno !

O Fato é que nosso paladar está também em constante mudança, tempos gostamos de vinhos pesados e outrora já estamos nos Charmosos e Finos Pinot's, e pode ser nesta etapa que o Chile pode se dar muito bem com a Elegante Malbec isso mesmo, se na Argentina ela faz vinhos mastigáveis de taninos doces e tons de frutos confitados, no Chile é meio que efeito contrario, lembra um Malbec mais manso pelo tempo, com frutas silvestres frescas, taninos finos, acidez mais afiada, corpo reduzido e álcool à estilo  retrô, como a 20 anos atrás por volta de 12.5º, um conjunto elegante !

O Chile já produz Malbec a 20 anos, tem produzido exemplares notáveis, mas pela grande associação que existe entre uva/país, ou seja, Malbec/Argentina, os exemplares chilenos têm passado quase desapercebidos, eu disse quase !

Vale relembrar: há alguns anos atrás, participando de uma importante Guia sul-americana (Austral Spectator), o vinho que ficou em primeiro lugar nesta categoria, para a surpresa de todos, lembrando que esta guia é elaborada por especialistas argentinos com degustadores convidados da maioria dos países da América do Sul, incluindo enólogos brasileiros, foi o vinho Viu 1, da vinícola chilena Viu Mannet.

Não estou dizendo que amanha ao abrir o Wine bar você tem que compra um malbec chileno, até porque o gosto é algo particular e cada um pode (e deve) ter sua própria opinião, mas existem vinhos excelentes desta uva no Chile e penso que muitas pessoas concordam e irão querer provar. Como não lembrar do fantástico Malbec de Colchagua da vinícola Viu Manent, o Viu 1? Ou do estupendo e fresco Loma Larga Malbec? ou então o custo-prazer da Casa Silva Malbec Reserva.

Tudo isto ocorre de uma maneira simples e natural, devido aos distintos climas  entre ambas as regiões produtoras. Mendonça é muito mais tórrida  que o Vale Central no Chile, isto explica por que as uvas “Malbec mendocinas” conseguem uma concentração de açúcar mais intensas que as chilenas, o que, no final, se transforma em um potencial alcoólico maior.

Agora você já sabe, Malbec Argentino Exuberância, Malbec Chileno Elegância, vá aberto a desfrutar dos dois estilos e tenho certeza que você não ira se arrepender, afinal como se diz por ai, ! "O não eu já tenho !

Saúde Amigos !




domingo, 31 de maio de 2015

Queijos e Vinhos, um mundo de texturas e sabores, aprenda a harmonizá los !

Enfim frio !!!

E o que mais combina com frio é vinho e com vinho petiscos e amigos, uma boa opção para receber amigos em casa e fazer bonito, é o tal "QUEIJOS E VINHOS". Apesar de ser esse um hábito antigo, a mistura não é tão simples quanto parece. O vinho errado pode matar ou anular o sabor do queijo ou o contrario também, a textura é também um ponto importante pois se você escolher um vinho muito especial e o queijo for por exemplo de massa muito mole pode criar uma capa na língua e assim anular os sabores e prazeres do seu tão esperado vinho.

 

O queijo tem sabor forte e, em geral, é gorduroso. Além disso, é salgado e pode ser ácido. Já os vinhos podem ficar mais amargos no contato com o sal e têm seu sabor recoberto, se não forem tão ácidos quanto o queijo.

Pode parecer um CHOQUE mas é verdade, a maioria dos queijos se harmonizam e pedem os vinhos brancos, mas não fique decepcionado há queijos para tintos também já veremos!


O Sudoeste, além de ser considerada a maior região produtora de leite do Paraná, também comporta a maior concentração de pequenos e médios laticínios que estão diversificando a produção na linha dos queijos diferenciados e de maior agregação de valor. Além do queijo colonial, nos últimos anos, houve a introdução da produção de queijos italianos, a exemplos do “Piave, Cacciota, Asiago, Parmesão, Grana Padano, já encontrados em algumas lojas e mercados gourmet's !

Muito apreciados pelo paladar nacional, os queijos frescos são ideais para iniciar uma reunião e pedem vinhos brancos frescos, secos, com boa acidez e aromáticos, como o Gewürztraminer, Riesling, Moscatel e Malvasia. Vale abrir também uma garrafa de um rosé de certa acidez viva (talvez um Rose de Shiraz). A maioria dos queijos cremosos de leite de cabra também casam perfeitamente com esses vinhos.

Ditado Francês 

Segundo a história foram os franceses os primeiros a apreciarem este o casamento entre o queijo e o vinho e onde este hábito se tornou uma arte. Dizem eles “Para vender vinho, sirva queijo” era o ditado das vinícolas francesas.

Vamos Harmonizar !?





Queijos macios
Aqui um clássico erro, para mim que trabalho com venda tanto do queijo quanto do vinho, assisto diversas vezes o cliente abrir a geladeira e levar o Brie com o potente Malbec 14 meses de barrica nova !, O brie é o mais procurado e nós sempre recomendamos não degusta lo com tintos potentes, mas é como digo tem dia que não é pra harmonizar é para ser feliz !
Tanto o brie quanto o Camembert combinam com vinhos brancos estruturados, como um Chardonnay que tenha permanecido em barrica de madeira por algum tempo. Um Sancerre é outra alternativa de primeira. Tintos leves, pouco tânicos, como os conhecidos Côtes du Rhône, ou um cru Beaujolais, são outros exemplos de boa companhia. Na Normandia, região de origem do Camembert, acompanha-se esse queijo com goles de calvados, destilado feito de maçã, assim como a sidra, o fermentado da mesma fruta. Um camembert maduro e de boa procedência não fará feio se for saboreado com um Champagne ou um belo espumante Nacional.


Queijos Azuis


Aqui a harmonização é por antagonismo de sabores, os tons doces naturais dos vinhos de sobremesa e alguns fortificados doces, abrem caminho para percepção e equilíbrio entre o muito doce e salgado, O sabor complexo e picante do Roquefort combina com um Sauternes, vinho francês de sobremesa de alta concentração de açúcar. Com um Tokaji húngaro, o resultado também será agradável. No caso do italiano Gorgonzola, a combinação clássica é um tinto leve como um Valpolicella nobre, um Barbera ou Bardolino. Arrisque também com um Passito di Pantelleria, o vinho licoroso da Sicília. Você verá que não fica nada mal. Outra possibilidade é abrir um Moscatel do douro vinho português fortificado.


Queijos Semi-duros


 
Queijos como o Emmenthal, o Gruyère e o queijo-de-minas curado e semicurado ficam bem com tintos leves, no máximo de médio corpo, como um Côtes du Rhône, um Pinot Noir ou um Beaujolais, todos poucos tânicos. Também vão bem com alguns italianos mais leves como o Barbera e o Dolcetto. Podem ser bons parceiros brancos secos como os Chardonnays estruturados que permaneceram em barricas de carvalho. Os holandeses Gouda e Edam e o italiano Asiago têm sabor mais pronunciado e pedem vinhos potentes, como os da uva Shiraz - não a casta original francesa Syrah, mas sua variação espalhada pelo Novo Mundo (Austrália, África do Sul, Argentina). Também formam ótima parceria com um Rioja Reserva, um Cabernet Sauvignon proveniente do Chile ou mesmo um Tannat uruguaio. O provolone pode ser associado com um Chianti Clássico, tinto da Toscana, ou um outro tinto de médio corpo. A mussarela funciona bem com um tinto leve ou de médio corpo.


Queijos Duros

 
Em geral, esses queijos são reservados para a seqüência final, uma vez que com sabor demasiadamente marcante, acabam ofuscando os demais. As virtudes de um Parmiggiano Reggiano ou de um Grana Padano são ressaltadas com tintos potentes como um Cabernet Sauvignon Reserva chileno, um Amarone della Valpolicella ou um Zinfandel californiano encorpado. O pecorino vai bem com vinhos de médio corpo. Vale provar com um Malbec argentino, por exemplo. O Malbec traz uma doçura que produz um interessante contraste com esse queijo.


Agora vá as compras e faça bonito no seu queijos e vinhos !!!

O Valor US$ 18 mil, pode ter sido investido em um Chateau Mouton Rothschild 1945 Oxidado !

Garrafas de vinho Chateau Mouton- Rothschild datadas de 1945 em diante
Thomas Buckley, daBloomberg

Uma garrafa de um dos vinhos mais raros do mundo foi vendida por US$ 18.000 em um leilão realizado em Londres, neste ano. Só tem um problema -- talvez o conteúdo não possa ser consumido.

O Chateau Mouton Rothschild 1945 foi arrematado por um colecionador privado da Europa, disse a casa de leilões Bonhams.

O preço de venda -- que equivale a cerca de US$ 1.500 por taça ou ao fretamento de um jato Learjet de Londres a Saint-Tropez -- estava no limite inferior das expectativas porque a garrafa sofreu oxidação, segundo Richard Harvey, diretor global de vinhos da Bonhams.

O ullage, jargão do setor que se refere ao espaço entre o vinho e o fundo da rolha, estava abaixo do gargalo, “o que denota uma chance maior de o vinho estar oxidado e, portanto, de não poder ser tomado”, disse Harvey, em entrevista antes da venda.



Se estivesse em melhores condições, a garrafa de 70 anos de antiguidade, de uma safra descrita pelo crítico Michael Broadbent como a “Churchill dos vinhos”, poderia ter duplicado a faixa entre 10.000 libras (US$ 15.000) e 15.000 libras que a Bonhams havia estimado em seu catálogo de venda.



Mesmo estragado, o vinho é procurado por seu valor histórico.

O V em seu rótulo, desenhado pelo ilustrador francês Philippe Jullian para celebrar a vitória dos aliados sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, também representa o triunfo sobre as condições climáticas difíceis para os vinhedos de Bordeaux na época, incluidas uma dura geada e uma onda de calor que provocou uma seca.

A 11.750 libras, incluindo 1.750 libras em custos administrativos, o preço da garrafa cobriria os custos de um ano de estudos na London School of Economics.

Em seu catálogo, a Bonhams diz que os níveis de ullage aumentam com o tempo, mas que a casa só leiloa vinhos que considera estarem em boas condições.